... breve é o tempo entre nossos dedos. tudo um dia vira saudade. pequena dor essa quase sempre inesperada e passarim que abre asas já fez seu passado. os mais belos poemas são aqueles que, perdidos, estarão pelos caminhos que ainda vamos pisar. breve é a morte entre nossos lamentos. tudo um dia vira miragem. pequena dor essa quase sempre sem rimar e passarim que abre asas faz paisagem no ar. breve é a vida entre nossos medos. tudo um dia vira paisagem. pequena dor essa quase sempre sem pensar e passarim que abre asas fica preso a liberdade. às vezes para muito cantar, e outras, só mesmo para amiúde se calar.
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18 Comments:

  1. Gra said...
    "Breve é a vida entre nossos medos"...
    A mais pura verdade.
    Priscilla Milena said...
    LINDO,Lindo,lindo!
    .Noites que não dormi. said...
    muito bom mesmo!
    parabéns,
    a ilustração tbm... está perfeita
    Emília said...
    A mais pura verdade, cheia de poesia...
    paula pink said...
    maravilhoso o texto
    triste, mas maravilhoso.
    taniac said...
    Triste e melancólico... Mas circula no sangue feito respiração.
    Eliene said...
    Simplesmente fscinante! Trata com uma leveza tão singular a fragilidade do tempo e da vida de modo tal que transmite uma certa serenidade, uma conformidade reflexiva...fascinante!
    mcandidadias said...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    Maria Cândida said...
    Frisando tudo que já foi dito,venho dizer um pouco mais...
    O tema, a escolha perfeita das palavras ao dizer da inexorabilidade do tempo, me remetem à Mario Quintana.
    Me deliciei com o texto/poema.
    Parabéns Gleuber, seu estilo já é inconfundível, pelas reticências no início das frases e pelo toque melancólico, maravilhosamente poético.
    Só não entendi o uso de minúsculas a cada início de frase...
    Licença poética?
    Cintia Cunha said...
    Olá poetas, agradeço o convite a comunidade e também a mensagem de visita ... adorei os poemas achei que retratam muito bem a confusão de sentimentos em que vivemos hoje, afinal temos tanto o que pensar: o trabalho, as ambições, os relacionamentos, a vida financeira o que nos deixa sem tempo para fruir a vida ... as segundas feiras passam e ainda estamos imóveis diante dos nossos medos.
    Parabéns !!!
    Kazinha said...
    olha o caquinho aí gente!!!
    eliana said...
    Parabéns pelos textos de extrema sensibilidade e beleza...e pela rica ilustração, puro encaixe nas palavras!!!!
    eliana said...
    Parabéns pelos textos de extrema sensibilidade e beleza...e pela rica ilustração de puro encaixe!!
    Ylan said...
    Excelente todo o blog! Parabéns aos da pena e aos do pincel. Todos maravilhosos. Um abraço.

    Yeda Arouche-http://yedaarouche.arteblog.com.br
    said...
    "Breve é a vida entre nossos medos"...

    Lindo demais
    Cléo said...
    Sim, é verdade, tudo um dia vira saudade... ADOREI. Porque a gente sempre tem saudade das coisas boas, das pessoas que se foram, que de algum jeito se foram, porque um dia tudo "acaba" ou muda de rumo, e aí vira saudade.
    Amei o texto!
    Francyelle said...
    Nossa, esse texto... ah, ele já está entranhado em minha alma. Das palavras escritas mais lindas que já li... É daqueles escritos que parece que não somos nós que o lemos, mas ele que nos lê!

    Esse tem que estar no livro!

    Beijo.
    Prika said...
    Como diria Sêneca em 'A brevidade da vida': Uma vida bem vivida é aquela que é entregue a filosofia!
    De fato essa seria uma vida meio bem vivida.
    Para nós, poetas, uma vida bem vivida é partir deste mundo e deixar rastros das nossas explosoes de sentimentos vestidos na folha, antes nua!

    Lindo projeto!

    prikayakuza@hotmail.com

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