São tantas pessoas estranhas
Para se estender as mãos
Uma solidão que não descansa
Que infesta
Sem festa
Que lasca devagar
A casca mole da alegria
Que expõe o cerne humano
De textura azulada, como pão embolorado.

Seria confortável e animador
Se para cada um de nós existisse um cão faminto
E devora,(dor)... a nos farejar.

16 Comments:

  1. Danna said...
    LINDO, TEXTO E IMAGEM SE COMPLETAM!
    Renatinha said...
    cada cão
    segue seu rastro
    segue teu rastro
    segue...

    Feliz Novo Ano para o Projeto!
    =]
    Igor Veloso Ribeiro said...
    lindo.
    Srta. V said...
    vc é o cão faminto de alguem?
    eu sou!
    Mais um Zé said...
    gostei...xD
    Paola Vannucci said...
    Me solidarizo com vc

    e sito Neruda, em seu final do livro a BArcarola.......

    '...De minha parte e tua parte, cumprimos, compartilhamos esperanças e invernos
    e fomos feridos não só pelos inimigos mortais
    mas por mortais amigos (e isto pareceu mais amargo),
    porém não me parece mais doce meu pão ou meu livro
    entretanto:
    agregamos vivendo a cifra que falta à dor
    e segumos amando o amor e com nossa conduta direita
    enterramos os mentirosos e vivemos com os verdadeiros."


    Expetacular

    bjs
    Mary West said...
    Adorey!
    Cássia Oliveira said...
    Uauuu... que amargo! Bem, tenho um humilde presente para vocês no meu blog. O Prêmio Dardos. Só passar e pegar o selo. Grande abraço. Adoro as imagens da Cris.
    Suspiro de uma mariposa apaixonada said...
    lindo o texto.
    Mas ainda não descobri se sou a pessoa estranha ou meu próprio cão.


    beijoo

    Michelle
    Nine said...
    lindo...
    ás vezes a dor está mais fundo,
    na matriz merestemática dessas almas emboloradas e velhas...
    de fato, o super-ego produz súber pra fora, endurecendo a casca carrancuda e protetora, e feloderme pra dentro, anestesiando o eu, e preenchendo os espaços...
    talvez esse cão tenha que se empenhar para farejar algo tão escondido e profundo...
    que ele encontre, oxalá!
    bj*
    (nossa, esses seus textos sempre me deixam sem palavras, e certezas...fico me sentindo idiota e cretina...)
    até
    \o
    juliana said...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    juliana said...
    texto sensivelmente interessante!

    :D


    primeira vez q venho no blog, meu primeiro comentario e minha completa satisfação!

    30 de Janeiro de 2009 21:00
    Karine said...
    Eu realmente precisava do devora [dor]...
    Gi Marques said...
    Dispenso o farejador.
    A solidão fica.
    As mãos estendidas -> sustento!
    Aline Leonardo said...
    Seria maravilhoso sim!
    Belíssimo texto!
    Lucilaine said...
    Amei!

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