Ela foi fundo nas ruas da cidade baixa
Perdeu-se, de joelhos, como uma gata cega e prenhe de desejos
Fuçou os lixos das mansões entristecidas
Descolou a retina no salto além da luz
Miou alto dentro das orgias
Caprichosamente se banhou entre línguas

Não se iluda! Nas madrugadas etílicas todas as gatas são pardas...
E suas verdades elas enterram em suas caixinhas de areia... pela manhã.

4 Comments:

  1. Paola Barbosa said...
    Muito legal o blog! Adorei os textos!!
    Nadilce Beatriz said...
    Como é infinita esta noturna aventura de procuras!!!
    Bendita esta areia...Mas tão frágil ao vento.
    Adoro estes desenhos.
    Nadilce Beatriz.
    cris said...
    quando eu bati os olhos eu pensei: essas ilustrãções são do tefo!!! o reticere tá lindo, um orgulho! bjs proces!
    e.m. said...
    Gostei ao ler. "Não se iluda! Nas madrugadas etílicas todas as gatas são pardas..."

    Os corpos etílicos desejam sempre corpos prenhes de desejos. E vão fundo nas ruas, nos becos, nos leitos.

    Adorei o blog.

    abraços, Eder.

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