Ora tinha o corpo livre,
Ora tinha razões e
Era sabedora de suas virtudes
E dona de seus desejos
As coisas tinham que ser muito miúdas para lhe escaparem.

Ora tirava a lua para dançar,
Com seu vestidinho rodado a bailar,
Não se importava se a lua, tinha par
E em tempos era tão tímida
Que nem a noite vinha saudar

Observava por infinitos segundos
O mundo que girava em cores
Ainda se transformando por debaixo das sombras
Distinguia perfeitamente as matizes afloradas
Dos sentimentos naturais

As coisas tinham que ser muito miúdas para lhe escaparem.

Às vezes esquecia suas preces, por querer,
Por querer deixava-se pecar
Conhecia muito bem seu carteado,
E simplesmente fingia ser livre... pois não acreditava na evolução
(o homem que andava de quatro agora caminha sobre os pés!)
Ela sabia,Deixou sinais,
- de quase silêncio –

Que a alma, encerrada, mesmo em um corpo são, já é domesticda!

Ela brincou de roda no quintal de casa
Enfeitado os seus cabelos de cachos estavam,
Com uma pendente rosa amarela, de repente...
Se despiu...
Se despediu...
Fecho o portão do quintal... saiu
Não olhou para trás...se foi...nem um sorriso deixou
Assim é melhor,
Sorrisos são hipócritas nas despedidas.

Tão grande era seu olho que somente um lhe bastava!
As coisas tinham que ser muito miúdas para lhe escaparem.

Acho...
Que por isso ela não percebeu meu amor...

...melhor assim.

7 Comments:

  1. Nine said...
    Ah, coisas miúdas...

    Que lindo poema!

    beijos
    SÚLZER LARISSA GERMANO (LARI) said...
    Adooro!
    Gracinha said...
    Gostei demais... cada dia é uma surpresa. Parabénsss
    said...
    Despedidas sao terriveis. É melhor nao olhar pra tras, nao sorrir, é melhor seguir.
    "Sorrisos são hipócritas nas despedidas"

    beijos
    Nadilce Beatriz said...
    Saudades.
    Demorei, mas voltei.
    Acabo de ler algo maravilhoso. Uma dádiva de sentimentos em harmonia com a alma.
    O desenho...Ah, este é digno, terno e diz tudo.
    Bjs
    Lívia said...
    Q leveza poeta...bons ventos sempre me trazem aqui...e suas palavras escorrem sobre mim como lágrimas em dia de chuva... Como não te amar então?
    Karina C. said...
    Foi pra lista dos melhores... ambos! Beijos!

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