O que sobra aos outros...
se toda sedução da loucura
abriga-se em minh’alma.
O que resta...
se todos os outros
infestaram a última fresta.
O que ofereço aos outros...
A não ser a última luz
que se apaga na festa.
A quem se entregar...
se os últimos inimigos
me renegam.
Dilacerar, rasgar
Desarticular a paz
E multiplicar o caos
Terreno fértil
Para os sabás
.

5 Comments:

  1. Carol D'Agostini said...
    A loucura é mesmo sedutora.

    Gostei muuuito desse poema.
    Parabéns pelo ótimo trabalho :)
    Ednamar said...
    Adorei o poema XIX.

    Como dar o que não se quer dar, não é mesmo?
    Será que faria diferença, “Desarticular a paz e multiplicar o caos”, se entregando? Ou foi justamente isso que dilacerou e rasgou?
    Continuo admirando a sua autenticidade dita nas entrelinhas.
    E os versos que faz. Há poesia e embevece a alma.
    É gostoso de ler.
    said...
    Parabens pelo poema, é maravilhoso
    Harley Dolzane said...
    Coisa boa encontrar um blog assim, tão cheio de vida!
    Carpe diem!
    Harley Dolzane said...
    Coisa boa encontrar um blog assim, tão cheio de vida!
    Carpe diem!

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